Você sabe o que é alienação parental?

Alienação parental: quem não conhece o termo provavelmente já ouviu falar do assunto.

Alienação parental acontece quando um dos pais (ou outro familiar como uma avó, por exemplo) decide, por razões diversas, afastar a criança do pai ou da mãe que não ficou com a guarda após a separação.

Geralmente a intenção é a de punir o ex-companheiro (a) e quem sai perdendo são os filhos.

O afastamento do pai ou da mãe que não ficou com a guarda não é algo simples e sim, muitas vezes, muito cruel para a criança. O guardião do filho impede a aproximação desqualificando o outro e fazendo com que a criança tenha uma visão destorcida do genitor. Essa situação pode vir a trazer resultados gravíssimos para o desenvolvimento emocional do filho (ou filhos).

Quem quiser se aprofundar no assunto pode assistir ao documentário “A Morte Inventada”. Durante o filme são exibidos depoimentos de alguns jovens que sofreram essa síndrome. Após a ruptura da vida conjugal de seus pais suas vidas também mudaram. Isso porque após o término do matrimônio seus pais não conseguiram organizar bem suas vidas, passando a ter um sentimento de rejeição, ódio e desejo de vingança em relação ao ex-parceiro.

O grande problema é que eles utilizam seus filhos como instrumento de vingança, induzindo-os a irem contra o pai ou a mãe (geralmente o que não tem a custódia da criança).

Felizmente, a Justiça vem identificando os casos e muitos assistentes sociais e psicólogos têm evitado que os relatos de alienação parental passem despercebidos pelos Promotores de Justiça e Juízes.

Os profissionais da área precisam estar em alertas para os indícios deste sério problema familiar e, provavelmente, quem coloca a(s) criança(s) “contra” o (a) genitor (a) está muito adoecido e necessita urgente de avaliação psiquiátrica e psicológica.

As crianças que sofrem ou sofreram alienação parental também necessitarão de avaliação psicológica e, na maioria dos casos, é indicado um longo acompanhamento com bons resultados e, principalmente, a garantia do direito a convivência com o genitor afastado.

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Odete Loureiro
Sobre o autor

ODETE MARIA LOUREIRO RIBEIRO é Assistente Social e trabalha atualmente no Poder Judiciário (RJ), lidando diretamente com questões relacionadas a crianças em situação de risco e pais candidatos a adoção. A Odete cursou Especialização e Mestrado Profissional em Gerontologia na Espanha (Universidade de Salamanca), é autora do livro “Adoção", pratica yoga, meditação, é vegetariana e adora uma boa foto.

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