Família: espaço de cultivo da vida

Eu acredito que o encantamento é a chave do cuidado.  Digo isso, por observação:

Encontre uma pessoa encantada por algo e ela estará disposta a dedicar esforço no cuidado e lutar para proteger aquilo que a encanta até mesmo arriscando a própria vida.

Por outro lado, na mesma proporção em que uma realidade seja banal, mais propensa estará a pessoa a não dar a mínima atenção a aquilo, e, muito menos, despender qualquer tipo de esforço para cuidar ou proteger aquela realidade.

Vemos isso no dia a dia. A violência nada mais é do que o produto da banalização da vida. O amor, por sua vez, é a celebração do encantamento pelo outro.

Minha disposição para falar de família, e lutar pela sua proteção, nasce desse encantamento. Para mim, a família é espaço protegido para o cultivo da vida. Em inglês, há uma palavra para isso: “nurturing”, que significa “cuidar e encorajar o crescimento de”.

Quando era pequeno, em Marataízes no verão, plantávamos árvores em frente às nossas casas para amenizar o sol forte de janeiro e ter sombra para estacionar nossos carros.  Quando as mudas eram plantadas, ainda muito frágeis, colocávamos uma cerquinha de madeira para delimitar o espaço e protegê-las de serem pisoteadas.

Para mim, a família é a cerquinha da vida humana. A cerca é formada pela estruturação do lar, pelo papel do pai, pelo papel da mãe, e dos irmãos. Lembro-me que eu me sentia protegido quando meu pai dizia com autoridade: “Isso aqui em casa não entra!”

Dentro de casa, minimamente protegida, a criança tem a oportunidade de estabelecer valores e se desenvolver para ser capaz de interagir de forma saudável com o mundo. No íntimo do núcleo familiar desenvolveremos a base da nossa identidade, aprenderemos o básico sobre amor viagra en suisse e perdão, sobre tentativa e erro… e sobre possibilidade de novas tentativas…

Assim ganharemos o mundo, trilharemos nosso próprio caminho, expandiremos nossas fronteiras, levaremos o que aprendemos e nos enriqueceremos com a diversidade do mundo, sem nos perdermos de nossas verdades essenciais. E quando faltar força ou nos machucarmos, saberemos para onde retornar de forma a cuidar das nossas feridas, e nos reabastecer de ânimo e de esperança na vida.

Quando se perde o encantamento pela vida e pelo papel da família em seu cultivo e proteção, a banalização se instala. E com ela, o descaso, a violência e a falta de amor.

Quando desejamos um mundo melhor, no fundo desejamos pessoas melhores.

Pessoas melhores são produtos de famílias saudáveis. Aquelas geradas a partir da valorização da sociedade com essa instituição que tem algo de sagrado, pois o próprio Deus escolheu viver em uma, e a batizou não por acaso de Sagrada Família.

Cabe a nós, então, cuidar do que é sagrado, primeiro o reconhecendo como precioso, e não economizando esforços e dedicação em seu cuidado.

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Jorge Penedo
Sobre o autor

JORGE PENEDO é nascido em Cachoeiro de Itapemirim-ES e casado com Helena de Brito. O pai da Ana Júlia, de 13 anos, é formado em engenharia eletrônica pela UFRJ e atua profissionalmente como consultor de sistemas, escritor e palestrante. Encantado pela vida, pela família, pela educação e pelas relações humanas, gosta de usar as palavras para valorizar a vida, os relacionamentos e a forma como o homem lida com a própria existência e contribui com o meio onde está inserido.

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